O Cryptosporidium é um protozoário causador de doenças gastrointestinais em humanos, podendo ser fatal. Ele pode sobreviver por vários meses no ambiente aquático e também resistir à desinfecção por cloro utilizada no tratamento convencional de água. De acordo com a bióloga Ana Paula Muller, em um estudo realizado em 1999, o parasito "foi detectado em 75% das amostras de água bruta e em 12,5% das amostras de água tratada (após filtragem)", na cidade de São Paulo.¹
Conforme um estudo de Gordon Finch realizado em 1993, aplicando-se ozônio em uma água na temperatura de 24°C, contaminada com Cryptosporidium parvum, obteve-se uma redução acima de 99% dos parazitos na amostra.
A Hepatite A é uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus HVA que é transmitido entre outras formas através de água contaminada. Estudos recentes têm mostrado que o HVA possui resistência moderada ao cloro, o que significa que se a água não tiver cloro suficiente, o vírus continuará ativo.
A aplicação de pesticidas na agricultura constitui risco de contaminação da água, quer pelo seu escoamento para os vários veios ou filtração através do solo até à água subterrânea. Herbicidas persistentes aplicados na terra têm contaminado inúmeros meios aquíferos que chegam até sua casa e são prejudiciais à saúde. De acordo com um estudo sobre “Organoclorados: um problema de saúde pública” realizado por Araceli Verônica Flores et al., do Instituto de Química da UNICAMP, a bacia do Rio Piracicaba apresentou em 2004 presença significativa de alguns organoclorados. Nos municípios de Santa Bárbara d'Oeste, Sumaré e Campinas, foram encontradas quantidades do fungicida BHC bem acima do limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde, que é de 10,0 µg/L (Del Grande & Rezende,2003).
O problema de resíduos de hormônios encontrados em sistemas de abastecimento das cidades vem afligindo cada vez mais a população mundial. A água consumida na Região Metropolitana de Campinas (RMC), onde vivem cerca de 2,5 milhões de pessoas, contém vários tipos de compostos derivados de fármacos, hormônios sexuais e produtos industriais. “Alguns foram encontrados numa concentração até mil vezes maior que em países da Europa”, segundo tese de doutorado “Avaliação da Qualidade das Águas Destinadas ao Abastecimento Público na Região de Campinas” de Gislaine Ghiselli, pesquisadora do Instituto de Química (IQ) da Unicamp. Algumas destas substâncias, quando ingeridas em grandes concentrações ou por tempo prolongado, podem interferir no funcionamento das glândulas de espécies animais, incluindo os seres humanos.
As cloraminas são formadas por uma reação do cloro com impurezas presentes na água. Elas são as grandes vilãs que agravam problemas alérgicos e respiratórios, causam ardência nos olhos, ressecamento na pele e nos cabelos, descamação do esmalte das unhas, além de deixar cheiro desagradável na água e no corpo.
Esse mesmo cheiro desagradável no corpo e ressecamento na pele e cabelos acontece na água do seu banho.
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